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Primeiro-ministro de Israel denuncia na ONU planos nucleares do Irão



No seu primeiro discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Naftali Bennett não referiu o conflito de décadas entre Israel e a Palestina, preferindo, em vez disso, retratar o Irão como uma ameaça à segurança global.

O programa nuclear do Irão chegou a um momento decisivo. Tal como a nossa tolerância. Mas as palavras não impedem as centrifugadoras de funcionar, disse o novo primeiro-ministro israelita, referindo-se ao programa nuclear iraniano.

Depois de quatro eleições inconclusivas em dois anos, Bennett sucedeu, em junho, ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, formando uma coligação diversificada de partidos pequenos e médios abrangendo o espetro político israelita.

Se Netanyahu era famoso pela sua combatividade e uso de adereços visuais nos seus discursos na ONU, Bennett - um antigo administrador de uma empresa de alta tecnologia -- preferiu adotar uma abordagem mais tradicional, retratando, com voz suave, o seu país como um farol no mar tempestuoso do Médio Oriente.

Mas o conteúdo da sua mensagem foi muito semelhante ao de Netanyahu, voltando a centrar as críticas no Irão, um antigo inimigo de Israel.

O grande objetivo do Irão é cristalino para qualquer pessoa que se preocupe em abrir os olhos: o Irão quer dominar a região - e tenta fazê-lo sob um guarda-chuva nuclear, disse Bennett, que acusou Teerão de armar, financiar e treinar os inimigos de Israel.

O primeiro-ministro israelita disse acreditar que o Irão tem como objetivo desenvolver armas nucleares - uma acusação que Teerão nega - e denunciou que o acordo nuclear internacional assinado em 2015 não incluiu salvaguardas suficientes para impedir os iranianos de alcançarem uma capacidade armamentista.

Bennett lembrou mesmo que alguns membros da comunidade internacional concluíram que um Irão com capacidade nuclear é uma realidade inevitável e prometeu que agirá sozinho, se o resto da comunidade internacional não se juntar aos esforços israelitas.

As Nações Unidas fizeram da resolução do conflito israelo-palestiniano uma prioridade ao longo das décadas, atraindo acusações de Israel de que o organismo mundial é injustamente tendencioso.

O tratamento de Israel aos palestinianos é frequentemente criticado nos órgãos da ONU, incluindo a Assembleia Geral e o Conselho de Direitos Humanos.

Em 2012, apesar das objeções israelitas, os palestinianos receberam o estatuto de observador não-membro na ONU, permitindo-lhes ingressar em vários organismos internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional, que agora está a investigar possíveis crimes de guerra por parte de Israel.

Na sexta-feira, durante um discurso particularmente duro na Assembleia Geral da ONU, o Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, deu a Israel um ano para acabar com a ocupação de territórios que os palestinianos desejam para um futuro Estado, ameaçando retirar o reconhecimento de Israel - uma pedra angular nos esforços de paz até agora fracassados.

Bennett - um político da linha dura que se opõe à criação de um Estado palestiniano - não chegou a criticar as Nações Unidas e não mencionou Abbas ou os palestinianos por uma única vez, no seu discurso de 25 minutos.

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