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Manifestantes realizam ato por justiça e pedem rigor nas investigações da morte do segurança em Divinópolis




Grupo se reuniu na porta da delegacia de Polícia Civil nesta segunda-feira (27). Empresário Pedro Lacerda, suspeito de ter matado Edson Carlos Ribeiro segue preso no Presídio Floramar. Polícia Civil investiga assassinato de segurança durante evento em Divinópolis Um grupo de manifestantes se reuniu nesta segunda-feira (27) em um ato com pedidos de justiça e rigor nas investigações da morte de Edson Carlos Ribeiro, de 42 anos, que foi agredido e morto enquanto trabalhava no parque de Exposições, em Divinópolis, no último sábado (25). Entre os manifestantes estavam amigos, parentes e integrantes da classe de seguranças da cidade. O ato ocorreu de forma pacífica e o deputado estadual Cleiton Azevedo (Cidadania) também passou pelo local. Manifestação foi realizada na porta da delegacia de Polícia Civil Roberto Eleotério/G1 Embora a polícia já tenha dito que há indícios de a agressão não ter sido motivada por questões raciais, o grupo novamente, assim como no domingo (26), levantou a bandeira com a frase: Vidas negras importam. Manifestantes pedem rigor das investigações da morte de Edson Carlos Ribeiro Roberto Eleotério/G1 Saiba tudo sobre o assunto: Segurança morre após ser agredido durante evento em Divinópolis; rapaz foi preso com soco-inglês Corpo de segurança morto em evento é velado na Praça Elizeu Zica em Divinópolis Tristeza e revolta marcam velório e sepultamento de segurança morto após ser agredido durante evento em Divinópolis Em audiência de custódia, juiz decreta prisão preventiva de suspeito de matar segurança durante evento em Divinópolis Após morte de segurança, manifestações por justiça e contra o racismo são realizadas em Divinópolis VÍDEO: veja o momento da prisão de Pedro Lacerda, suspeito de matar segurança durante evento em Divinópolis Em depoimento à Polícia Civil, suspeito de matar segurança em Divinópolis nega agressão física Investigação O empresário Pedro Lacerda, de 32 anos, negou que tenha agredido o segurança Edson Carlos, segundo coletiva concedida nesta segunda-feira (27) pelo delegado da Polícia Civil Renato Alves da Fonseca. De acordo com o responsável pelas investigações, há versões contraditórias e será feito o levantamento sobre o que ocorreu entre o investigado e o segurança. O investigado, no depoimento assistido pelo advogado, nega qualquer agressão física contra a vítima e que tenha dito algo pejorativo com relação à pessoa da vítima. Ele alega que estava participando desta festa e tomou conhecimento da prisão por seguranças que lá trabalhavam e, posteriormente, o acionamento da polícia. Somente na delegacia tomou conhecimento da suspeita contra sua pessoa, disse o delegado. Pedro teve a prisão preventiva decretada no domingo (26) após uma audiência de custódia, realizada pelo juiz Mauro Riuji Yamane. Conforme registrado no Boletim de Ocorrência (B.O) da Polícia Militar (PM), testemunhas disseram que o segurança chamou a atenção do empresário, que teria se irritado com a situação. Em seguida, o rapaz o agrediu com golpe usando um soco-inglês. Edson não resistiu e morreu no local. Testemunhas alegam que o investigado teria agredido fisicamente a vítima com um golpe e utilizando um soco-inglês Outra testemunha alega que não viu o uso de soco-inglês, embora tenha visto a agressão. Os seguranças que realizaram a detenção do suspeito não localizaram esse instrumento e também não indicaram aos policiais uma possível pessoa que pudesse ter auxiliado a dispensar isso, acrescentou Renato. A Polícia Civil disse também que nos próximos dias deverá ouvir outras testemunhas, principalmente, a fim de investigar se houve ou não uso de soco-inglês. O Direito aceita a prova testemunhal, lógico que corroborada com outros resultados, por exemplo, temos que aguardar o resultado do médico legista para verificar se existe lesão no corpo da vítima que possa ser compatível com o uso deste instrumento, concluiu Renato. O crime foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal seguido de morte. Segundo Renato, não existem elementos que justifiquem a tipificação como homicídio. A polícia toma as decisões e tipificação inicial da conduta baseado na Legislação em vigor. O crime de homicídio tem como principal elemento que o caracteriza a vontade inicial do agente, o dolo, a conduta, o resultado. Normalmente quem quer causar a morte de alguém excede dos meios utilizados. E a lesão corporal a conduta também é observada. Neste caso, houve uma discussão verbal, segundo testemunhas, e um soco na vítima e uma separação por terceiros deste atrito. Não houve elemento sobre essa ação ter sido preparada, uso excessivo de agressões para causar a morte, finalizou. Sepultamento O sentimento de tristeza e revolta marcaram o velório do segurança Edson Carlos Ribeiro, de 42 anos, morto após ser agredido durante um evento no Parque de Exposições de Divinópolis. O corpo do segurança foi velado em Divinópolis e sepultado em Itapecerica na tarde do domingo (26). Velório foi realizado na Praça Elizeu Zica em Divinópolis Mariana Milagre/G1 Uma prima da vítima, Cheila Souza, falou sobre a relação de Edson com a família. “Edson era um pai de família, um trabalhador, um primo amado, um irmão maravilhoso. O que aconteceu é muito triste, um inocente, fazendo seu trabalho, pagando com a vida pela violência de outra pessoa. Minha família está sem chão, não sabemos o que fazer. Um vai dando força para o outro, mas vai ser difícil”, contou ao g1 a prima de Edson, Cheila Souza. Revolta No velório, a irmã de Edson, Ana Paula Silva, destacou que a família está revoltada com o caso. Segundo ela, Edson estava trabalhando e ao ser acionado para resolver um problema foi agredido e morto. Prisão Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Pedro Lacerda, de 32 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) no Parque de Exposições, em Divinópolis; veja abaixo. Suspeito de matar segurança durante evento é preso em Divinópolis As imagens que circulam na internet mostram quando ele é abordado pela equipe policial, momento em que a festa continua acontecendo. A organização do evento afirmou em nota, que após as tentativas de socorro prestadas às vítimas, sem sucesso, o evento foi encerrado e os demais shows que ocorreriam foram cancelados. Momento da prisão de Pedro Lacerda após morte de segurança em Divinópolis Reprodução/Redes Sociais Audiência de custódia Pedro Lacerda teve prisão preventiva decretada por juiz após audiência de custódia Facebook/Reprodução O juiz Mauro Riuji Yamane decretou a prisão preventiva de Pedro Lacerda durante a audiência de custódia realizada neste domingo. A audiência de custódia consiste em um instrumento processual e é conduzida pelo juiz de direito. Se trata de uma ação rápida após a prisão em flagrante, prisão cautelar ou prisão decorrente de condenação e que permite contato imediato do preso com o magistrado. Na ocasião foi questionada a conduta policial no ato da prisão. “Ali só foi perguntado se ele sofreu alguma violência ou ilegalidade por parte da Polícia Militar ou Civil, por ocasião da prisão. Ele disse que não ocorreu”, explicou ao g1, o juiz Mauro Riuji. O g1 entrou em contato com o advogado William Gomes Melo, responsável pela defesa de Pedro Lacerda, e ele informou que não se pronunciará sobre o caso até a conclusão do laudo pericial. Manifestações de pesar Manifestações de indignação estão sendo divulgadas na internet nos últimos dias. O movimento Unificado Negro de Divinópolis (Mundi) saiu às ruas no domingo (26) com cartazes com pedido de justiça e com frases contra o racismo. Em um dos cartazes foi destacada a frase Vidas negras importam. O grupo foi até a porta da delegacia demonstrar repúdio pelo ocorrido. Na internet, amigos, conhecidos, parentes e instituições se despediram, emitiram mensagens de pesar e também pediram justiça. Veja imagens: Vereador Diego Espino fez publicação na internet Diego Espino/Divulgação Casa de shows onde Edson trabalhou também se pronunciou Budha Garden/Divulgação Professor de dança e amigo de Edson pediu justiça nas redes sociais Negrete/Divulgação Nota de pesar A produção do evento se manifestou sobre o ocorrido por meio de nota. Confira abaixo, na íntegra: A produção do evento A Revoada manifesta o seu profundo pesar pela morte do segurança Edson Carlos Ribeiro, ocorrida na noite de ontem (25/09).Edson era um trabalhador querido por todos, que sempre cumpriu seu dever com seriedade, compromisso e honestidade. Na data de ontem, Edson estava apenas realizando o seu trabalho, buscando o seu sustento e de sua família, e teve sua vida ceifada, de forma covarde. Os primeiros socorros foram prestados ainda no local, no entanto, os socorristas não obtiveram êxito nas manobras para tentar salvar a vida de Edson. Após isso, o evento foi encerrado, e os demais shows que ocorreriam na noite, cancelados. Estamos em LUTO pela perda de um profissional e colega exemplar, que cumpria suas funções com simpatia e dedicação. A produção do evento está contribuindo com as investigações do caso e à disposição das autoridades policiais e judiciais para demais esclarecimentos. Neste momento de dor, estamos em solidariedade e apoio à família, amigos e colegas de Edson, por esta perda irreparável. Por fim, desejamos e clamamos para que a justiça seja feita. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

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