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Com prevalência do figital, vendas da Black Friday devem movimentar R$ 837 milhões na RMC, projeta Acic





Fluxo de negócios previsto para este ano supera em 28,7% a previsão de 2020. Tendência que une compras físicas com digitais e comportamento de manada dão o tom da data, avalia especialista. Black Friday é celebrada na última sexta-feira de novembro, mas promoções já são feitas no comércio Reprodução/EPTV As vendas da Black Friday em 2021 devem movimentar R$ 837 milhões na Região Metropolitana de Campinas (RMC), de acordo com projeção da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). O fluxo de negócios neste ano, de acordo com uma especialista ouvida pelo g1, ocorre por meio do esquema figital, tendência que mescla as aquisições físicas com as virtuais. Entenda abaixo. O valor de vendas previsto para este ano é 28,7% maior do que o estimado para 2020, de R$ 650 milhões. Só em Campinas, a Acic estima que a Black Friday deve gerar R$ 440 milhões em vendas. No ano passado, a quantia estimada foi de R$ 292,5 milhões. Vendas da Black Friday na RMC Perfil de compras O ticket médio de compras neste ano deve ser de R$ 630, quantia 5% acima dos R$ 600 previstos em 2020, de acordo com a projeção do economista da Acic, Laerte Martins. Já os produtos mais procurados na Black Friday de 2021 devem ser aparelhos de televisão, smartphones, eletroeletrônicos, vestuário e calçados, brinquedos e videogames. Os descontos devem variar entre 30% a 80%. Existe, ainda, uma certa desconfiança do mercado quanto à determinação dos preços dos produtos sobre os quais incidem os descontos oferecidos”, diz Laerte. Tendência figital O economista cita pesquisas recentes que indicam que 47% dos consumidores garantem que comprarão por meio da internet, contra 15% que dizem que vão realizar as compras nas lojas físicas. A tendência figital aparece na seguinte informação: 38% dos clientes informam que pretendem comprar presencialmente e online, ainda segundo Laerte. Para a professora de futuro, tendências e consumer insights da Inova Business School, Eliane El Badouy, o crescimento do comércio digital deve se manter sólido. Na contrapartida, após um período de restrições de circulação em razão da pandemia, há consumidores que veem na compra presencial uma oportunidade de sair de casa. No sentido da compra virtual, temos pessoas que nunca haviam usado este canal até a pandemia, foram obrigadas e gostaram da experiência. Elas devem continuar aproveitando descontos, mesmo com a reabertura do comércio. [...] Mas também há muita gente que ficou guardada dentro de casa e vê na compra presencial um modo para respirar ares diferentes, explica Eliane. Ainda segundo a especialista, os fatores principais que impulsionam o figital são o conforto e a experiência do cliente. É possível, conforme exemplifica Eliane, que um comprador esteja em um ambiente físico e pesquise pelo celular o preço do mesmo produto na concorrência. Também é viável uma segunda experiência, a de comprar digitalmente e retirar na loja física - opção que agiliza o acesso ao produto adquirido. Vão sair em vantagem as empresas que conseguirem proporcionar essas experiências para o cliente, dando a liberdade dele escolher como vai comprar e retirar o produto, diz Eliane. Foto mostra fachada de loja que promove liquidação de roupas Reprodução/RPC Black Friday e gatilhos mentais: qual a relação? Questionada sobre o comportamento do consumidor que faz com que o montante de vendas da Black Friday cresça a cada ano, Eliane explica que a situação passa pela economia comportamental e, mais especificamente, pelos gatilhos mentais. Existe uma série de fatores que leva uma pessoa a fazer uma compra. A escassez e a aversão à perda são alguns deles. Em outras palavras, o consumidor é induzido a fazer uma compra ao pensar que o desconto ofertado tem prazo para terminar e pode não ser feito novamente. Esses vieses cognitivos são muito bem aproveitados na Black Friday. A escassez, o pensamento de que “é só agora”, o senso de urgência decorrente de não haver outra oferta como essa. Esses fatores não permitem que as pessoas reflitam se o comerciante está ou não ofertando corretamente. Surge o efeito manada, explica. A respeito da análise das ofertas feitas pelo comércio, se dizem respeito a descontos reais ou não, a especialista pondera que há comerciantes que podem se aproveitar do senso de urgência da compra e da falta de racionalidade do consumidor para promover falsas ofertas. Existem varejistas que seguem a premissa de fazer uma liquidação, de fato, mas também os que têm a iniciativa de mascarar descontos, se aproveitando da racionalidade limitada do comprador. Apesar dos consumidores saberem disso, nos dias atuais, não acredito que isso enfraqueça a data. A Black Friday gera, em seguida, novas datas de liquidação, diz. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas


Assessoria de Imprensa: 

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