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Desmoronamento de gruta em Altinópolis, SP: entenda o que faz um bombeiro civil




Profissão é regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e exige atualizações constantes do trabalhador. Salário inicial é, em média, R$ 2,5 mil. Bombeiros civis antes de acidente que matou nove soterrados em desmoronamento de gruta em Altinópolis, SP Redes Sociais Atividade do grupo vítima do desmoronamento de uma gruta em Altinópolis (SP) no domingo (31), a profissão de bombeiro civil é regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e exige formações constantes do trabalhador. O regime de trabalho é por contratação em carteira profissional e o salário inicial é, em média, R$ 2,5 mil. LEIA TAMBÉM: O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o desabamento da gruta em Altinópolis VÍDEO: sobrevivente de desmoronamento em gruta lamenta morte de colegas Dono de escola que promovia curso em gruta vai depor na sexta-feira VEJA: Como foi o trabalho de resgate em gruta com bombeiros civis soterrados Bombeiros civis soterrados treinavam resgate de pessoas em cavernas A formação é feita por escolas que devem ser credenciadas por corporações dos bombeiros militares de cada estado. Há a exigência de constantes atualizações das especificações dos profissionais. Foi durante um treinamento desses que o acidente em Altinópolis aconteceu. No sábado (30), o grupo formado por 28 pessoas, incluindo instrutores e bombeiros civis, estava na Gruta Duas Bocas para um treinamento de busca e resgate de vítimas em cavernas. O teto da desmoronou na madrugada de domingo, deixando dez pessoas soterradas. Nove morreram. Em cima, da esquerda para a direita, Débora Silva Ferreira, Natan de Souza Martins, Jenifer Caroline da Silva, Celso Galina Junior; embaixo, da esquerda para a direita, Ana Carla Costa Rodrigues de Barros, Rodrigo Triffoni Calegari, Elaine Cristina de Carvalho, Jonatas Ítalo Lopes, José Candido Messias da Silva. Grupo morreu em desabamento de gruta em Altinópolis, SP Arquivo Pessoal Nesta reportagem você vai ver: O que faz um bombeiro civil? Como é a formação? Qual a relação com bombeiros militares? 1. O que faz um bombeiro civil? De acordo com Bolívar Fundão Filho, CEO da Bombeiros Unidos Sem Fronteiras (BUSF), organização que agrega profissionais da área de emergência, dos quais 90% são bombeiros, o bombeiro civil basicamente é um profissional que trabalha para uma empresa em atividades internas ou então é contratado para grandes eventos. A principal função é dar os primeiros atendimentos em caso de pequenos ou grandes incidentes. “Estão ali para prevenir, atender, de imediato, pessoas que passam mal, conduzir as pessoas para a saída de emergência em caso de sinistro e dar uma primeira resposta. Muitas vezes não tem conjunto de mangueira e bomba, você tem extintores nesse evento, para a primeira resposta”, explica. Segundo ele, o salário começa em R$ 2,5 mil, mas o valor pode variar dependendo da qualificação do profissional e do risco que se corre durante o trabalho. Por lei, a profissão tem a obrigatoriedade de pagamentos adicionais de periculosidade de 30%. Os bombeiros civis atuam regidos pela Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT). O vínculo de contrato é ligado a uma empresa que terceiriza os serviços de acordo com a necessidade do contratante. Geralmente, segundo o CEO, o trabalho inicial não é de grande complexidade. “Dificilmente começa em uma empresa mais complexa. Geralmente começam trabalhando em shoppings, eventos particulares, até mesmo eventos públicos que exigem presença desse profissional para o primeiro atendimento. Conforme vai ficando veterano na profissão, vai conseguindo colocação melhor, também se continuar estudando. Hoje não adianta só fazer curso de bombeiro. Tem que se especializar, tem que ter algo diferente. Em São Paulo, somos 400 mil bombeiros civis e 5% desse número hoje está empregado”, afirma. Bombeiros trabalham no resgate das vítimas soterradas em gruta em Altinópolis, SP Divulgação 2. Como é a formação? O curso para formação de bombeiros civis é livre. De acordo com a nova norma técnica da profissão na ABNT, publicada em 2021, é preciso ter ensino médio completo para iniciar os estudos. Além disso, se antes a formação era dada de forma genérica, agora é preciso ter especializações antes da atuação em determinados setores do mercado de trabalho. Os cursos específicos precisam ser atualizados a cada dois anos. “Até então, ele se formava como bombeiro e poderia trabalhar em qualquer empresa, mas isso não condiz com as necessidades que empresas com características próprias têm. Por exemplo, área marítima, área portuária, área de aeroportos, na área florestal, operador de resgate técnico, operador de emergências de produtos perigosos. São capacitações bem específicas, que esse bombeiro hoje, com a nova norma, ele além de se formar como bombeiro, tem que se capacitar de acordo com a área que ele quer atuar”, explica. A carga horária mínima também mudou, passando de 210 horas para 306 horas na classe 1. No entanto, ao somar as diferentes formações para cada nível, é possível ter 573 horas no curso para a classe 3. A carga varia de acordo com as regras dos bombeiros militares de cada estado, já que as escolas precisam ser registradas nas corporações. No Rio de Janeiro, por exemplo, são 80 horas. No Acre, 40 horas, segundo Fundão Filho. “Existe um currículo básico que deve ser repassado ao profissional, principalmente na área de prevenção, combate, incêndio, táticas e técnicas, análise de risco, atendimento de primeiros socorros. Tem aula de produtos perigosos, salvamento em altura, trabalhos em altura, parte de salvamentos terrestres. Tudo que o bombeiro militar faz em uma sociedade, um bombeiro civil faz em uma empresa”, explica. Corpo de Bombeiros durante resgate de bombeiros civis soterrados em gruta em Altinópolis, SP Divulgação 3. Como é a relação com bombeiros militares? Quando um curso é iniciado em uma escola, os responsáveis precisam passar ao Corpo de Bombeiros a relação dos alunos que começaram os estudos. Depois, quando a turma se forma, a corporação é avisada que o bombeiro civil está apto ao trabalho. Isso facilita, por exemplo, as normas para trabalhos em grandes eventos, o que também exige curso. “Existe um curso de capacitação de grandes eventos. Em muitas escolas, o próprio curso amplia, às vezes, a carga horária só para falar disso, que é onde eles [bombeiros civis] começam na verdade. Quando há um grande evento, por exemplo, a coordenação desse evento tem que ter um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) temporário. O Corpo de Bombeiros é quem determina a quantidade de bombeiros civis mínima que tem que ter, posto médico, entre outras coisas. Baseado nisso, a organização vai contratar esses profissionais em uma empresa que terceiriza esse profissional no mercado”, explica o CEO. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca Initial plugin text VÍDEOS: Tudo sobre a região de Ribeirão Preto

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