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Sem iluminação pública há dois meses, moradores de Poá enfrentam escuridão e insegurança




Problema é na Vila Perracine onde, mesmo pagando pela taxa de iluminação, os moradores vivem no escuro. Na Rua Guararapes, a situação é ainda pior e os entregadores chegam a recusar a entrega de pedidos de delivery. Moradores de Poá reclamam da falta de iluminação Há mais de dois meses, os moradores da Vila Perracine, em Poá, se veem no escuro. Eles afirmam que a falta de iluminação pública tem sido um problema constante e que, apesar das reclamações, nunca foi solucionado. A situação é ainda mais crítica na Rua Guararapes, que está completamente no escuro. Moradores reclamam de falta de energia e iluminação em ruas do distrito de Jundiapeba, em Mogi Moradores do bairro Itamarati, em Poá, reclamam de falta de iluminação nas ruas Quem chega mais tarde do trabalho só enxerga mesmo por causa das luzes dos veículos. Para quem vai a pé, depois de escurecer, o cenário é arriscado e perigoso. O aposentado Luiz Carlos Elefante conta que o problema já se estende há meses e diz que tem medo. “Faz dois meses e 10 dias que nós estamos sem luz. Aqui é uma vila que ela, ultimamente, tem dado muito assalto. Dificilmente o pessoal sai a noite ou chega tarde. Aqui é risco mesmo. Para arriscar a vida por nada é melhor não sair e a gente fica preso”, diz. “Eu fui assaltado dentro da minha casa seis vezes. O pessoal aqui não pode pedir pizza, não pode pedir um jantar, porque o motoboy não vem”. Luiz mora na Rua Guararapes há mais de 50 anos. Ele conta que até organizou um abaixo assinado e entrou com um protocolo no Ministério Público para que as autoridades públicas tomem providências e resolvam o problema. “O Ministério Público vai me chamar, mas não sabe quando. Isso é um tramite muito lento. Você sabe que a lei do Brasil não favorece a gente; Eu não tenho dinheiro, porque se tivesse dinheiro chamaria um advogado, contrataria e seria mais fácil”, explica. O professor Francisco de Assis Pedrosa colocou, por conta própria, uma iluminação voltada para rua na intenção de amenizar o problema nesse trecho. “Os entregadores agradeceram porque, quando eles vinham para cá, era totalmente escuro. Agora, pelo menos, está iluminado na nossa área aqui. Mas a rua está totalmente escura, como você vê. A gente tem evitado sair, porque a gente não sabe que está fora. Para os aproveitadores é um prato cheio”. “A gente espera por providências, principalmente por parte da Prefeitura”, diz o morador. Na conta de luz, eles pagam uma contribuição municipal, que é referente a iluminação pública. Mesmo assim, o serviço está em falta. A dona de casa Tatiana Silva Rodrigues é mais uma moradora que está revoltada com o problema. “Eu tenho crianças e não dá para sair a noite para ir na padaria. Se não for de carro, ninguém sai de casa. Sem contar que, estando escuro, a qualquer momento, se entrarem na residência... É muito complicado. A gente está refém”, desabafa. “Já entramos em contato várias vezes e eles alegam que está em licitação, mas está em licitação há muito tempo. A gente pede para eles provisório, vem, tenta vir concertar, porque está muito perigoso e a gente já ligou muitas vezes”. “O portão com dois, três cadeados, com medo de sair na rua. Essa são as condições que a gente está vivendo nessa rua. Todo mundo paga os impostos, com certeza absoluta, mas o descaso que está a cidade de Poá é isso mesmo”, diz o impressor Francisco Jairam Macena. Morador da Vila Perracine chegou a colocar iluminação virada para rua, por conta própria, para amenizar o problema Reprodução/TV Diário Em nota, a Prefeitura de Poá disse que está sem contrato com uma empresa para manutenção da iluminação pública há mais de um ano e que não conseguiu abrir um processo licitatório antes, por causa da situação financeira difícil no início do ano. Porém, afirma que já começou o processo licitatório. Já em relação à segurança, a Guarda Civil Municipal de Poá informou que irá intensificar as rondas na região. A Polícia Militar também informou por nota que realiza o policiamento ostensivo e preventivo nos locais citados com base em critérios técnicos. Sobre a reclamação feita ao MP, o órgão disse que oficiou a administração municipal no dia 20 de setembro para prestar esclarecimentos sobre a situação, mas que até agora não teve retorno e que já enviou um novo ofício cobrando respostas. A prefeitura disse que ainda está apurando. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê

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