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Rio não responde a Rangel, mas avisa: "Não vou ficar calado sempre"



Rui Rio voltou a defender esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas no Parlamento, que as eleições antecipadas deviam ser o mais depressa possível. A partir do dia 9 de janeiro, quanto mais depressa possível, afirmou, a poucas horas de o Presidente comunicar ao país qual a sua decisão sobre a dissolução do Parlamento e a data do sufrágio. 

O líder do PSD lembrou que, mesmo assim, olhando para o calendário, e considerando que o Governo tem três meses para apresentar um Orçamento do Estado, e que a proposta anda na Assembleia quase dois meses, nunca teremos antes de maio/junho OE, mesmo que [o processo] ande muito depressa. 

Questionado sobre o que pensa do 30 de janeiro como data para as eleições antecipadas, Rui Rio respondeu: Não me parece nada. Já tive oportunidade de dizer no Conselho de Estado, já tive oportunidade de dizer ao Presidente da República diretamente nas audiências com os partidos, que o dia 16 é um dia equilibrado, talvez mais equilibrado que o 9, embora aí já fosse possível. Está dito. 

Assinalando que o que é dito no Conselho de Estado não é público, o presidente do PSD afirmou que se houver vontade de dar uma ajuda ao PSD - não sei qual a palavra mais adequada -, para que o PSD possa ter eleições internas e que isso perturbe o mínimo as eleições legislativas, para que não seja tudo ao mesmo tempo, aí, [as eleições antecipadas] teriam de ser, pelo menos, em abril. Todavia, não lhe parece que essa seja uma solução. 

Vamos aguardar o que o Presidente da República dirá hoje, atirou. 

Questionado sobre se aceitará qualquer que seja a data escolhida por Marcelo, Rio disse, entre risos: Claro. Já imaginou se dissesse não aceito?, não querendo pronunciar-se sobre leituras políticas a tirar sobre uma data que possa favorecer o candidato que disputa a liderança do partido, Paulo Rangel. 

Sobre as declarações de Rangel, que acusou Rio de ter feito um ataque pessoal ao PR, o líder do PSD não quis atirar mais lenha para a fogueira da disputa eleitoral interna, mas avisa que não ficará calado para sempre. 

É por isso que tenho posto à reflexão dos militantes do PSD se podemos ter eleições internas ao mesmo tempo das legislativas. Ele atacou-me porque estamos em eleições internas. E agora atacava-o eu a ele. E vamos andar nisto numa campanha eleitoral até dezembro (...) Entretanto, António Costa e a Esquerda, alegremente, vão fazendo a sua campanha. É por isso que não lhe vou responder, apesar de o poder fazer com a maior das facilidades, disse. Não o faz por entender que é prejudicial, mas lembra que não vai ficar calado sempre e que vai ter de reagir. 

As eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional do PSD estão marcadas para 4 de dezembro (com uma eventual segunda volta no dia 11, caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos, o que só poderá acontecer se existirem pelo menos três) e o 39.º Congresso agendado para entre 14 e 16 de janeiro no Centro de Congressos de Lisboa.

No próximo sábado, o Conselho Nacional do PSD reúne-se e tem na ordem de trabalhos uma proposta de conselheiros e dirigentes distritais que pretende antecipar a reunião magna para entre 17 e 19 de dezembro.

O prazo de pagamento de quotas termina em 17 de novembro e para apresentação de candidaturas em 22 do mesmo mês.

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