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Escritores paraenses versam sobre o fim do mundo em novas obras lançadas nesta quarta-feira, em Belém




Felipe Cruz lança “Os Apocalipses”; e Maurício Borba, o livro “Para Levar Uma Floresta no Bolso É Preciso Caminhar em Brasa Quente”. Felipe Cruz e Maurício Borba lançam obras literárias pela Edições Agulha Divulgação Belém tem lançamento duplo de obras literárias nesta quinta-feira (4). Felipe Cruz lança “Os Apocalipses”; e Maurício Borba, o livro “Para Levar Uma Floresta no Bolso É Preciso Caminhar em Brasa Quente”. “Os Apocalipses”, de Felipe Cruz, conta a história de um mundo que se desfaz lentamente, num implacável processo de descamação. Manoel é o personagem principal, que avança pelas ruínas do planeta, registrando em um velho gravador os apocalipses descritos pelas pessoas que encontra em seu caminho. Ele relembra a sua vida e tenta refazer o passado em palavras para que nem tudo desapareça, enquanto ouve o sereno e monótono ruído da aniquilação da vida. “História de fim de mundo sempre me interessou muito. E eu sempre tive o desejo de narrar o final do mundo de alguma maneira. E mais interessante se tornou à medida que a escrita do livro se cruzou com esse período de pandemia, que influenciou os rumos que a obra tomou. Narro não um fim de mundo cinematográfico, de grandes catástrofes como vemos no cinema, mas numa perspectiva mais individual. Por isso ‘apocalipses’: trata-se dos fins de mundos das pessoas, mais do que do fim do mundo como o acontecimento coletivo. Tentei individualizar esse fenômeno”, conta Felipe Cruz sobre seu primeiro livro de gênero, uma ficção científica com a Amazônia como paisagem. A edição de “Para Levar Uma Floresta no Bolso É Preciso Caminhar em Brasa Quente”, de Maurício Borba, flerta com as artes visuais em sua construção. O livro traz um único poema, construído por dois movimentos distintos que se chocam a cada virada de página, como um díptico. Casa em chamas Um outro tipo de apocalipse também ronda a obra de Borba. Ele relata que ver “a casa em chamas” foi o que o mobilizou à escrita da obra. Ele se refere ao “Dia do Fogo”, trágico episódio do Brasil recente que viu, em 10 de agosto, extensas matas em chamas no Pará. Uma série coordenada de incêndios florestais na região do Novo Progresso provocou, em apenas um dia, um salto de 300% dos focos de queimadas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Esse poema se desdobra em duas partes, que se contrapõe. Do lado esquerdo, a reiteração de uma pequena narrativa, o nascimento do modelo de um ser humano. E do outro lado, a reiteração de uma pergunta, que diz respeito aos modos como o homem transforma a terra. O evento que mobilizou minha escrita foi o chamado ‘Dia do fogo’, de 2018. Fiquei com uma imagem me perturbando muito: a casa em chamas. Eu tinha acabado de chegar a São Paulo e fui recepcionado por um dia que virou noite, e algumas horas depois os noticiários davam conta do que havia ocorrido: aquilo era resultado do fogo que vinha de casa”, diz Maurício. Serviço Lançamento dos livros “Os Apocalipses”, de Felipe Cruz; e “Para Levar Uma Floresta no Bolso É Preciso Caminhar em Brasa Quente”, de Maurício Borba, ambos da Edições Agulha. Evento no bar Bubuia, na Cidade Velha, em Belém, a partir de 19h. Ambos podem ser comprados no perfil da editora no Instagram.

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