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Corte de árvore gigante centenária em Blumenau é investigado pelo MPSC





Órgão instaurou notícia de fato e pede vistoria no local. Araucária de 25 metros ficava no Bairro Vorstadt e foi derrubada em 24 de setembro com autorização da prefeitura. Araucária centenária estava na rua Itajaí, em Blumenau Acaprena/ Arquivo pessoal O corte de uma árvore gigante centenária de Blumenau, no Vale do Itajaí, é alvo de investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O órgão instaurou uma notícia de fato para avaliar a regularidade ou não da derrubada da araucária. A prefeitura informou na quarta-feira (3) que fará um laudo técnico sobre o caso, que será enviado ao MPSC. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram A araucária, que estava em um terreno particular no pátio de um estacionamento, tinha mais de um metro de diâmetro e cerca de 25 metros de altura. O corte, que foi autorizado pela prefeitura, ocorreu no dia 24 de setembro. A araucária ficava na Rua Itajaí, no Bairro Vorstadt. A árvore está entre as espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, de acordo com a lista da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) e da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção do Ibama. LEIA TAMBÉM: Árvore gigante centenária é derrubada em Blumenau A notícia de fato foi instaurada em 18 de outubro a partir das informações vistas na mídia sobre o corte da árvore, da espécie Araucaria angustifolia. A 13ª Promotoria de Justiça de Blumenau também recebeu documentos e fotos, enviados pela Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena), que acompanhou o caso. O MPSC pediu à Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) para fazer uma vistoria urgente no local, além de encaminhar a cópia integral do processo administrativo do pedido do corte da árvore. O órgão informou que não havia recebido resposta da secretaria até 14h20 desta quinta (4). Derrubada da araucária A prefeitura fez um laudo sobre a árvore em 15 de setembro. Entre os pontos indicados para autorizar o corte estavam galhos projetados sobre residência ou rede elétrica, base com apodrecimento significativo e risco de atingimento com distância de residência de alvo à árvore menor do que altura de tronco. Segundo a Acaprena, a árvore estava incorporada à paisagem e à memória da cidade. De acordo com o presidente da Lauro Bacca, a estimativa é que a espécie tenha sido plantada em meados de 1890. Segundo avaliação da prefeitura árvore estava em situação de risco e foi decidido pelo corte Acaprena/ Arquivo pessoal Há uma outra araucária plantada na outra margem esquerda do rio, que fica próximo da ponte dos Arcos, ela foi plantada por Paulo Gropp em 13 de agosto de 1893 e calcula-se que a árvore que foi cortada agora tenha sido por essa época ou até seja mais antiga, porque ela era ainda mais alta, disse. Bacca explica que um dos associados chegou a registrar a árvore meses antes da decisão do corte e que ela não apresentava sinais de deterioração (veja foto abaixo). O empreendimento implantado chegou bem depois da árvore, alega-se falta de segurança, que poderia cair um galho num carro ou numa pessoa que passasse por ali, o que seria pertinente, mas não motivo para abater a araucária centenária. Bastava um cercadinho de contenção na sua base. A diminuição seria de apenas quatro vagas de estacionamento. Todos sairiam ganhando, o empreendedor, a paisagem, a cidade de Blumenau, a história e o meio ambiente, disse. A Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade afirmou que, durante uma avaliação realizada pela Defesa Civil do município juntamente com a pasta, foi constatado que a árvore estava em situação de risco com o apodrecimento da base. Por se tratar de um local de intensa circulação de pessoas e oferecer risco a edificações próximas [em caso de ventos com maior intensidade] foi decidido pela sua remoção, afirmou. A pasta não informou se será feito o plantio de uma nova espécie no mesmo local e também não comentou se foram apresentadas alternativas para não fazer o corte da árvore. Araucária centenária antes do corte autorizado pela prefeitura Acaprena/ Arquivo pessoal Conforme Bacca, existem técnicas com instalações de redes que podem ser instaladas para que os galhos sejam retidos para garantir a proteção e segurança das pessoas ou instalações por conta das possíveis quedas. Atualmente, existem tecnologias e ferramentas para avaliação do lenho como: trados de incrementos e tomografia, além de uso técnicas de arboricultura com cabeamento de galhos e podas para mantermos as grandes árvores sem risco aos usuários e a infraestrutura urbana, explicou o professor Scipioni. Segundo o engenheiro florestal e professor da disciplina de Silvicultura Urbana, no curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marcelo Callegari Scipioni, a espécie costuma ser longeva e viver mais de 500 anos. A falta de engenheiros florestais ou técnicos capacitados em análise de risco em árvores e nos cuidados de manejo para mantê-las saudáveis e sem risco à população é preocupante no estado de Santa Catarina. As prefeituras e a Defesa Civil estão provocando danos irreparáveis ao meio ambiente, afirma. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias do estado no g1 SC


Assessoria de Imprensa: 

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