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Facebook elimina texto de PM etíope por incitar e apoiar a violência



Abiy Ahmed foi galardoado em 2019 com o prémio Nobel da Paz.

Tomámos conhecimento de um comentário do primeiro-ministro da Etiópia e eliminámo-lo por violar as nossas políticas contra o incitamento e apoio à violência, disse um porta-voz da empresa da rede social.

Na Meta [nova designação da empresa do Facebook] eliminamos o conteúdo de indivíduos ou organizações que violam as nossas normas comunitárias, independentemente de quem quer que seja, acrescentou o porta-voz, numa declaração à agência noticiosa espanhola Efe.

O porta-voz adiantou que a empresa reitera o seu compromisso em ajudar a manter a segurança das pessoas e prevenir os danos online e offline através das suas plataformas.

A decisão ocorre quando a guerra no norte do país, na província de Tigray, com os rebeldes e seus aliados, sobe de intensidade, com os insurgentes cada vez mais próximos da capital, Adis Abeba, e após a proclamação pelo Governo federal do estado de emergência em todo o país.

Na mensagem eliminada, Abiy pedia aos etíopes que prevenissem, revertessem e enterrassem a terrorista Frente Popular de Libertação de Tigray [TPLF, na sua sigla em inglês].

Numa reação à medida, o serviço de Comunicação do Governo etíope respondeu à decisão da rede social.

Organizações como o Facebook, que foram utilizadas para difundir a violência, revelam agora a sua verdadeira natureza ao apagar a mensagem do nosso primeiro-ministro, lê-se no comunicado divulgado.

Em Adis Abeba, os residentes na capital preparam-se para a chegada dos rebeldes e os combates que inevitavelmente ocorrerão, aprovisionando alimentos e bens essenciais.

Segundo a Efe, na capital etíope, dezenas de residentes formaram filas em mercados e lojas de comida para se abastecerem de alimentos básicos e outros artigos de primeira necessidade e procuram aprovisionar também bilhas de gás.

O conflito e a denúncia de um alegado genocídio em Tigray, foi o pretexto para a concentração de centenas de pessoas que hoje se manifestaram no centro de Washington.

Os manifestantes, elementos da diáspora etíope residente nos Estados Unidos da América, marcharam atrás de um grande cartaz em que se lia 365 dias de genocídio no Tigray.

Os rebeldes de Tigray anunciaram, no início desta semana, que tinham tomado o controlo das cidades de Dessie e Kombolcha na região de Amhara, a apenas 400 quilómetros da capital da Etiópia, Adis Abeba, ao que governo etíope respondeu com a declaração de estado de emergência em todo o país, numa fase inicial por seis meses.

Este último avanço da TPLF coloca-a no mesmo território onde operam os rebeldes do Exército de Libertação Oromo (OLA), com os quais anunciaram uma aliança no final de agosto.

Após um ano de conflito, milhares de pessoas foram mortas, cerca de dois milhões estão deslocadas internamente em Tigray e pelo menos 75.000 etíopes fugiram para o vizinho Sudão, de acordo com números oficiais.

Além disso, quase sete milhões de pessoas enfrentam uma crise de fome no norte da Etiópia devido à guerra, de acordo com o Programa Mundial Alimentar.

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