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Guarda Costeira italiana resgata 94 migrantes no Mediterrâneo



Num comunicado, as forças policiais italianas adiantaram que as operações decorreram na noite de quarta-feira para quinta-feira.

A primeira operação permitiu resgatar 74 migrantes, entre eles 11 mulheres e 15 menores. Na segunda foram socorridos outros 120. Neste caso, a Guarda Costeira não especificou o número de mulheres e de menores.

Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Interior italiano, desde o início do ano as autoridades locais contabilizaram 54.384 migrantes a chegarem a Itália, quase o dobro dos 29.569 que o fizeram no mesmo período do ano anterior.

Paralelamente, cerca de 800 migrantes estão no Mediterrâneo a bordo do navio humanitário Sea-Eye 4, à espera de um porto para desembarque, após terem sido resgatados nas últimas 48 horas. O navio estava hoje a dirigir-se para a ilha italiana de Lampedusa, sem garantidas de conseguir atracar.

O Sea-Eye 4, apoiado pelo navio Rise Above da organização Lifeline, ajudou, na quarta-feira, 397 pessoas em perigo no Mediterrâneo ao longo de seis operações, de acordo com um comunicado da ONG alemã.

Um novo resgate realizou-se depois para ajudar outras 400 pessoas que estavam numa embarcação de madeira prestes a afundar-se, acrescentou a organização.

As equipas de resgate de Malta, que estavam perto da área, não responderam a nenhum dos pedidos de ajuda, forçando os dois navios das ONG a resgatar os migrantes, acusou a Sea-Eye, classificando a atitude das autoridades maltesas como vergonhosa.

Agora vamos enfrentar uma situação muito preocupante: a embarcação de resgate precisa da atribuição rápida de um porto seguro, alertou.

Qualquer atraso por parte das autoridades põe em risco a saúde e a vida das pessoas resgatadas e da nossa tripulação, reforçou o representante.

Outra ONG, a SOS-Méditerranée, que tem destacado na mesma zona o navio de resgate Ocean Viking, forneceu, entretanto, alimentos ao Sea-Eye 4, indicou a organização francesa.

A Itália é um dos principais pontos de entrada na Europa para os migrantes do norte de África, principalmente da Tunísia e da Líbia, de onde, a cada ano, têm partido vagas cada vez maiores de migrantes.

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