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Maior lóbi de armas dos EUA acusado de financiar ilegalmente Donald Trump



O Campaign Legal Center entrou com a ação judicial na terça-feira, em Washington, em nome da Giffords - uma organização sem fins lucrativos de defesa de controlo de armas fundada pela ex-congressista democrata Gabby Giffords - acusando a NRA de práticas que datam de 2014 para escapar aos regulamentos de financiamento de campanha usando empresas de fachada para coordenar publicidade ilegal, clandestinamente, com pelo menos sete candidatos a cargos federais.

O processo cita como réus o senador Josh Hawley e o membro da Câmara de Representantes Matt Rosendale, do Estado de Montana, mas o texto do processo judicial também acusa a NRA de contribuições em espécie, excessivas e não declaradas, para ajudar as campanhas de Donald Trump e do senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, de Ron Johnson, do Wisconsin, de Tom Cotton, do Arkansas e do ex-senador Cory Gardner, do Colorado.

De acordo com o processo, a campanha presidencial de 2016 de Donald Trump recebeu verbas de até 25 milhões dólares (cerca de 21 milhões de euros) como parte do esquema.

A lei de financiamento de campanha proíbe grupos como a NRA de comprar influência junto das autoridades eleitas, ao coordenar os gastos com as campanhas desses candidatos, disse a advogada do Campaign Legal Center, Molly Danahy.

Quando interesses especiais como a NRA conspiram secretamente com candidatos, essa coordenação ilegal corrompe o nosso processo eleitoral e priva os eleitores do seu direito de saber quem está a pagar para influenciar o seu voto, acrescentou Danahy.

A NRA -o maior lóbi de armas dos Estados Unidos - já reagiu hoje a este processo judicial, com uma declaração em que o classifica de abuso premeditado do público por parte dos adversários, acrescentando que a organização tem total confiança nas suas atividades políticas.

O Campaign Legal Center disse que a organização Giffords expôs publicamente pela primeira vez as acusações contra a NRA em 2018, quando apresentou uma série de queixas à Comissão Eleitoral Federal, mas sem consequências.

Agora, este processo tenta uma ordem judicial que impeça a NRA de violações da lei em eleições futuras e pede ao tribunal que exija que a associação pague uma multa equivalente à quantia alegadamente gasta ilegalmente, de até 35 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de euros).

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