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Junta militar tem de respeitar calendário eleitoral no Mali, afirma ONU



 

Num comunicado divulgado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), a delegação, que visitou o Mali, e o Níger, de 23 a 25 de outubro, reiterou o apelo para a devolução do poder aos civis, via eleições.

Os membros do Conselho de Segurança reiteraram o seu apelo às autoridades do Mali para que realizem a transição política, o retorno à ordem constitucional e a transferência do poder para autoridades civis eleitas democraticamente, de acordo com o calendário estabelecido, lê-se no comunicado.

A delegação foi chefiada conjuntamente pelo embaixador do Níger nas Nações Unidas, Abdou Abarry, e pelo seu homólogo francês Nicolas de Rivière, e o grupo incluiu a embaixadora dos Estados Unidos da América na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

A visita decorreu num momento em que as autoridades de transição do Mali manifestam abertamente a vontade de adiar as eleições presidenciais marcadas para 27 de fevereiro, uma data imposta pela Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O objetivo das eleições presidenciais é a restituição dos civis ao poder no país, palco de dois golpes de Estado em nove meses.

No seu comunicado, os membros do Conselho de Segurança especificam que reafirmaram o seu firme apoio aos esforços de mediação liderados pela CEDEAO e pela União Africana e encorajaram a continuação do diálogo entre o Mali e a CEDEAO.

O governo maliano, dominada pelos militares, decidiu na semana passada expulsar o representante da CEDEAO em Bamaco.

No comunicado divulgado hoje nas Nações Unidas, a delegação da ONU disse ter-se sentido encorajada com a intenção das autoridades de transição do Mali em concordarem com uma estratégia política abrangente para proteger os civis, reduzir a violência comunitária e restaurar a presença e autoridade do Estado, bem como a reativação dos servi público básicos no centro de Mali.

Quanto à luta contra o terrorismo jihadista, a delegação disse ter avaliado no Níger o papel dos países do G5 Sahel (Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Chade), e insistiu na importância de se continuarem os esforços contra o terrorismo na região, marcada pela instabilidade.

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