Ouvir Radio YouTube TikTok Jogos love@antenalove.com.br

Marcha pela Justiça Climática sai à rua no próximo domingo em Lisboa




A COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas) arrancou em Glasgow, na Escócia, com poucas expectativas e fracas ambições para travar a crise climática, referem os organizadores da marcha, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

Os problemas globais requerem soluções que incluam todos e todas nos diferentes níveis da sociedade e as decisões tomadas na COP26 vão moldar a forma como os governos respondem - ou não - à crise climática. Vão decidir quem é sacrificado, quem escapa e quem lucra.

Para as mais de 25 organizações promotoras da marcha, até agora, os governos não fizeram muito pela causa climática e o preço da inação será caro.

Os governos são coniventes com as empresas e escondem-se atrás de falsas soluções verdes (greenwashing) e de estratégias de mitigação e adaptação que não saem do papel. Deste modo, muitas populações estão já a sofrer as consequências deste descaso ambiental

Em todo o mundo e através de vários movimentos está a ser levada a cabo uma nova vaga de resistência, solidariedade global e organizações de base que ainda acredita que existe uma oportunidade única de reformatar o nosso sistema, enquanto recuperamos da pandemia.

Assim no próximo domingo, dia 7 de novembro, às 15h, estas mais de 25 organizações portuguesas vão participar na Marcha Mundial pela Justiça Climática em Lisboa, que partirá do Martim Moniz em direção à Alameda. Um trajeto simbólico por passar pela ciclovia da Avenida Almirante Reis, ameaçada pela nova autarquia presidida por Carlos Moedas.

A nível mundial estas manifestações estão a acontecer maioritariamente no sábado, dia 6. No entanto, a organização da Marcha em Lisboa alterou a data para o dia seguinte em solidariedade com a manifestação antirracista Justiça para Danijoy Pontes marcada para o dia anterior.

Eis as reivindicações da Marcha Mundial pela Justiça Climática:

  •   Lutar por 1,5ºC
  •  Zero emissões, não de zero emissões “líquidas”
  • Deixar os combustíveis fósseis debaixo do solo: nenhum novo investimento ou infraestrutura de combustíveis fósseis
  • Rejeitar soluções falsas: não aos mercados de carbono e tecnologias arriscadas e não comprovadas
  • Reestruturar o sistema: Queremos uma Transição de Justiça agora! (dizem)
  • Começar a Transição de Justiça
  • Justiça climática global: reparações e redistribuição às comunidades indígenas e ao Sul Global
  •  Distribuição justa, e esforço adequado pelos países ricos
  •  Cancelar as dívidas do Sul Global a todos os credores
  •  Financiamento climático baseado em subsídios para o Sul Global
  •  Reparações por perdas e danos já ocorridos no Sul Global
Notícias Cartaz da Manifestação© Marcha Mundial pela Justiça Climática em Lisboa  

Leia Também: Meia centena de motoristas e operadores de TVDE protestaram em Lisboa


Assessoria de Imprensa: 

Antena Love |

451 Visualizações

Comente:




Legendas

Mais