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Sons dos dinossauros faziam tudo ao redor estremecer





Cientistas tentam recriar em laboratório as vocalizações de espécies extintas há mais de 65 milhões de anos ; Podcast Sons da Terra desvenda os mistérios sonoros desses animais Você também pode ouvir o podcast Sons da Terra no Spotify, no Google Podcasts, na Amazon Music, na Apple Podcasts, no Tune In e no Deezer. Assine ou siga por lá para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Sons da Terra 04/11: Podcast desvenda os mistérios sonoros dos dinossauros Ilustração: Rodolfo Nogueira / Ed Marte A magia e os mistérios que envolvem a pré-história mexem com o imaginário de muita gente e aguçam o interesse dos cientistas. Juntando os cacos da história eles tentam reconstruir virtualmente um período em que o ser humano ainda não existia e do qual boa parte dos animais foi extinta. Do cinema e dos laboratórios vieram imagens bem prováveis de como seriam os dinossauros e a paisagem pré-histórica, mas o som que se ouve nessas simulações ainda é um exercício de especulação. T-Rex produzia sons em baixa frequência capazes de estremecer tudo ao redor Ilustração: Rodolfo Nogueira “Não temos nenhuma dúvida que os dinossauros emitiam sons dos mais diversos, eram animais sociais e todo animal social tem repertório de vocalização. Uma floresta jurássica era repleta de sons dos mais diversos. Mas saber qual era o som de cada espécie é muito difícil”, afirma o paleontólogo Max Langer, da USP de Ribeirão Preto. Cápsula do tempo: âmbar é resina orgânica que preserva fósseis há pelo menos 30 milhões de ano Muitas das “vozes” dos dinossauros do cinema, especialmente dos predadores, foram inspiradas em vocalizações de felinos, linhagem muito distante da dos dinos. O paleoartista Rodolfo Nogueira, criador de animações extremamente realistas, explica que “assim como dá para imaginar como era a pele ou a escama de animais extintos, para recriar os sons também é preciso analisar os fósseis e usar as conclusões da ciência”. E quando há lacunas nas informações? O jeito é apelar para a imaginação e a criatividade. “Usamos sons de animais atuais misturados ou alterados, confesso que já criei sons usando a minha própria voz depois tratada no computador”, revela Rodolfo. Desvendar características como comportamento, cores e sons estão entre os maiores desafios dos cientistas Ilustração: Rodolfo Nogueira / Ed Marte Os seres vivos contemporâneos genética e biologicamente mais próximos aos dinossauros são as aves. A linhagem evolutiva que deu origem à elas sobreviveu à grandes catástrofes e atravessou milênios. Isso quer dizer que um T-Rex cantarolava melodicamente assim como um sabiá? Muito pouco provável.?Isso porque a maioria das aves, como o sabiá, produz o som através de uma estrutura chamada siringe, que?está localizada no final da traqueia, na bifurcação que forma os brônquios do pulmão. Quando o ar passa pela siringe ela vibra e com ela as moléculas do ar em volta. Essa vibração é amplificada e o som sai pela boca na forma de onda sonoras que escutamos. Só que, pelo que se percebe nos fósseis encontrados até hoje, os dinossauros não tinham siringe, pelo menos os dinossauros não aviários. Origem das aves: pesquisadores revelam como esses seres surgiram em nosso Planeta O biólogo Thiago Vernaschi, professor da Universidade Federal de Itajubá, diz que “reconstruir características de animais extintos que não ficam preservadas no registro fóssil como comportamento, colação da pele e sons é um enorme desafio”. Mas os pesquisadores já tem algumas pistas. “A morfologia auditiva de fósseis bem preservados indica que boa parte desses animais eram capazes de escutar sons de baixa frequência, consequentemente eram capazes de produzir sons de baixa frequência”, afirma. As vocalizações seriam então parecidas com um trovão, capazes de estremecer o solo e o que tivesse sobre ele. Pesquisadores da Universidade do Texas fizeram varreduras cerebrais nos fósseis do Tiranossauro Rex e determinaram que ele estava mais preparado para ouvir sons muito graves, alguns que nossos ouvidos não poderiam captar. São sons que animais produzem na altura do peito sem precisar abrir a boca ou o bico. (ouça no podcast) Casuar é uma ave australiana parecida com um dinossauro Reprodução TV Globo / Fantástico Alguns bichos de hoje tem esse tipo de vocalização, como é o caso do casuar, uma ave australiana. No Brasil o anambé-preto, a ema, e até o urubu fazem sons muito graves sem abrir o bico. Seria uma herança dos ascendentes jurássicos? Qualquer resposta é pura especulação. Outras espécies de dinossauros vocalizavam de um jeito diferente. O? parassaurolofo, um gênero de dinossauros herbívoros do cretáceo, há cerca de 80 milhões de anos, tinha uma crista oca no alto da cabeça parecida com um chifre virado pra trás que funcionava como uma caixa de ressonância ligada à narina no animal. Cientistas recriaram essa estrutura e o som que ela produziria. (ouça no podcast) Parassaurolofo tinha uma crista que funcionava como caixa de ressonância Matt Martyniuk Nesse episódio episódio especial do Sons da Terra, os repórteres do Terra da Gente se unem à especialistas para desvendar os mistérios sonoros dos dinos. *O podcast Sons da Terra é produzido pelos repórteres Marcelo Ferri , Ananda Porto e Paulo Augusto e pelo biólogo e consultor do Terra da Gente, Luciano Lima. A edição é de Samuel Dias. Sons da Terra, podcast do Terra da Gente completa um ano O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.


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Antena Love |

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