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Ex-secretário não comparece para prestar depoimento à Comissão Processante que analisa impeachment de Válter Suman




Sandro Luiz Ferreira de Abreu foi apontado pelo MPF como responsável pela assinatura de um contrato com a Organização Social Pró-Vida, investigada por desvio de verba pública. A Comissão Processante irá analisar a justificativa pela falta e decidirá pela reconvocação ou não de Sandro. Sandro Abreu, ex-secretário de Saúde de Guarujá, não comparece à Comissão Processante Reprodução/Guaru.tv O ex-secretário de Saúde de Saúde de Guarujá, no litoral de São Paulo, Sandro Abreu, não compareceu à Câmara Municipal para prestar depoimento à Comissão Processante que analisa o pedido de impeachment do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), nesta quinta-feira (4). Vitor Hugo Straub Canasiro, outro ex-secretário de Saúde do município, também estava agendado para prestar esclarecimentos nesta quinta, mas a Câmara não conseguiu notificá-lo a tempo. Sandro Luiz Ferreira de Abreu, ex-secretário municipal de Saúde, foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como responsável pela assinatura do contrato de gestão 67/2019 com a Organização Social Pró-Vida, investigada por desvio de verba pública (leia mais abaixo). Ele esteve à frente da pasta municipal até 28 de outubro deste ano. A exoneração dele do cargo foi publicada no Diário Oficial de Guarujá desta quinta. Sandro recebeu a notificação de comparecimento pela Câmara de Guarujá na quarta-feira (3), mas optou por não comparecer para prestar depoimento. LEIA MAIS 1º dia: José Manoel Ferreira Gonçalves, autor do pedido de impeachment, abriu depoimentos Caso comparecesse, ele responderia a questões elaboradas pelos vereadores membros da Comissão Processante, formada por Fernando Martins dos Santos (MDB), Juninho Eroso (PP) e Sirana Bosonkian (PTB). Segundo o vereador Fernando dos Santos, presidente da comissão, nenhuma sanção é aplicada aos notificados que decidirem não comparecer. Não é obrigatório, mas essa estratégia prejudica muito o andamento do processo, disse. O ex-secretário protocolou um documento justificando sua ausência, mas até a última atualização desta reportagem, o g1 não obteve acesso. A Comissão Processante irá analisar os argumentos apresentados e decidirá pela reconvocação ou não de Sandro. Além de Sandro, o calendário formulado pela comissão previa a presença de Vitor Hugo Straub Canasiro, também ex-secretário municipal de Saúde de Guarujá, para prestar depoimento nesta quinta-feira. Ele foi apontado pela Polícia Federal como responsável pelos contratos de gestão nº 66/2020, 68/2020 e 153/2020, com a Organização Social Pró-Vida. No entanto, o vereador Fernando Martins explicou que a Câmara ainda não conseguiu notificá-lo oficialmente sobre o depoimento e, por conta disso, ele não compareceu. Ele não reside no mesmo endereço, ainda não conseguimos encontrá-lo, explicou. A comissão ainda tenta localizá-lo. O prefeito Válter Suman já foi notificado e deve prestar depoimento na quinta-feira (11). A Comissão Processante tem um prazo de 90 dias - até 29 de dezembro -, para finalizar o relatório, que seguirá para votação em plenário, para decidir pelo afastamento ou não do prefeito. Comissão Processante A primeira sessão da Comissão Processante que analisa o pedido de impeachment aconteceu no dia 23 de setembro. Essa primeira reunião ocorreu no plenário da Câmara, após ser aprovado por unanimidade o pedido de destituição do cargo do prefeito, protocolado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Com a definição, um documento foi confeccionado, apontando todas as denúncias contra Suman. Por dois dias, a Comissão tentou localizar o prefeito para entregar a intimação, no Paço Municipal, onde ele não foi encontrado. O prefeito foi intimado no dia 30, teve dez dias úteis para apresentar a defesa prévia e apontar dez testemunhas de defesa. Após ser localizado, ele apresentou a defesa, que foi analisada pela comissão. Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi solto após Justiça Federal conceder liberdade provisória Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna Operação Nácar Nicolau e o prefeito da cidade, Válter Suman (PSDB), foram presos em flagrante pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Nácar, que investiga um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da Covid-19, em 15 de setembro. Eles foram colocados em liberdade provisória no dia 18 do mesmo mês. As ações aconteceram na casa do prefeito e, também, do secretário. Nos imóveis ligados a ambos, foram encontrados quase R$ 2 milhões em dinheiro. Quase R$ 2 milhões foram apreendidos pela PF em imóveis ligados ao prefeito e secretário de Educação de Guarujá, SP Reprodução/Polícia Federal A reportagem teve acesso ao documento da Polícia Federal que detalha os itens apreendidos na residência do prefeito, totalizando mais de R$ 70 mil e dezenas de joias e outro, que aponta o encontro de mais de R$ 40 mil escondidos dentro de caixas de máscaras de proteção facial no gabinete da prefeitura. Suman é suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 109 milhões da área da Saúde, enquanto Nicolau teria recebido vantagens indevidas nos contratos firmados entre a prefeitura e a Organização Social Pró-Vida, que era responsável pela administração da UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafas). VÍDEOS: as notícias mais vistas do G1

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